"O Menino que Calculava" — uma reavaliação honesta 86 anos depois
Malba Tahan escreveu em 1938 um clássico que segue reimpresso, mas que envelheceu de forma desigual. Relemos a edição da Pallas com uma criança de 8 anos, página por página, em quatro sessões de leitura em voz alta. O que funciona? A curiosidade matemática continua viva e os quebra-cabeças do capítulo 9 ainda prendem a atenção. O que não funciona? As piadas de época, a exotização do "saber árabe" e, principalmente, os trechos em que o narrador trata a protagonista Zahira com condescendência. Nossa recomendação: ler com mediação, pular o capítulo 14, e aproveitar a versão ilustrada de 2023 que resolve metade dos problemas.
Ler resenha completa